DHEA

DHEA, i.e., dehidroepiandrosterona, é uma hormona esteróide natural produzida a partir do colesterol pelas glandulas adrenais. DHEA é quimicamente similar à testosterona e ao estrogenio e é fácilmente convertida nessas hormonas. A produção de DHEA tem um pico nos jovens adultos e é a unica hormona conhecida a declinar a produção com a idade. Muitas doenças relacionadas com a idade relacionam-se tambem com um decréscimo de produção de DHEA. Não há contudo evidências cientificas que indiquem que o DHEA seja um significante factor causal no desenvolvimento de doenças associadas ao envelhecimento. Nem há evidências de que aumentando o DHEA trava, pára ou reverte o processo de envelhecimento.

Durante anos o DHEA foi promovido como um milagre para a perda de peso, baseado em estudos que indicavam que o DHEA era efectivo a controlar a obesidade de ratos. Outros estudos em roedores encontraram resultados prometedores na prevenção de cancro, arteriosclerose e diabetes. Estudos em humanos ainda não validaram estes resultados.

Apesar da falta de factos cientificos os suplementos de DHEA estão a ser promovidos como tendo efeitos terapeuticos em muitos estados crónicos que incluem "doenças cardiovasculares, diabetes, hipercolesterolemia, obesidade, esclerose multipla, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, desordens do sistema imunitário, depressões, e osteoporose." A verdade é que se sabe muito pouco sobre o DHEA. Efeitos a longo termo de usar suplementos de DHEA pode ser benéfico, neutral ou perigoso, mas é improvável que afecte de igual modo todas as pessoas. Aumentando o DHEA pode aumentar a testosterona, que em homens pode levar ao aumento da próstata e nas mulheres ao aparecimento de cabelo facial. Aumentar o estrogenio pode ajudar a prevenir a osteoporose ou doenças do coração mas pode aumentar o risco de cancro da mama. Ou seja, tomar DHEA é um jogo de alto risco baseado em dados não provados.

Os que investigam o DHEA, como o Dr. Samuel Yen de UC San Diego e o Dr. John Nestler de Virginia Commonwealth University, aconselham precaução e não recomendam tomar DHEA. O Dr. Arthur Feinberg, um editor associado da HealthNews, adverte contra tomar DHEA. "O potencial para efeitos laterais irreversiveis é real. Não havendo evidências de qualquer benefício, aconse-lho vivamente que as pessoas não o tomem." A investigação do Dr. Elizabeth Barrett-Connor, professor do departamento da familia e medicina preventiva da Universidade da California, San Diego, é citado pelos promotores do DHEA como prova de que o DHEA é efectivo a combater doenças cardiovasculares. Contudo, o Dr. Barret-Conner diz "DHEA põe-me nervoso pois as pessoas estão a usar uma droga da qual não sabemos nada. Não o recomendo."

As vozes a favor do DHEA como droga milagrosa são as dos que o vendem, vendem livros ou programas defendendo os métodos de "cura natural."

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