sd.gif (2133 bytes)
Robert Todd Carroll

 the truth is in here!
Dicionário Céptico

Busca no Dicionário Céptico




Busca Avançad

vertline.gif (1078 bytes)

relâmpagos globulares (ball lightning)Ball lightning 2245/WB copyright Fortean Picture Library

O relâmpago globular é descrito como uma esfera luminosa que parece surgir do nada e desaparecer sem deixar vestígios. Seu tamanho varia de 5 a 25 cm de diâmetro. Geralmente é visto logo antes ou depois, ou durante uma tempestade. Sua duração varia de poucos segundos a poucos minutos. "O tempo de vida do relâmpago globular tende a ser mais longo quanto maior é o tamanho e mais curto quanto maior o brilho. As bolas com aparência claramente alaranjada e azul parecem durar mais que a média.... Relâmpagos globulares geralmente se movem paralelamente à terra, mas sofrem saltos verticais. Às vezes descem das nuvens, outras vezes materializam-se repentinamente, dentro ou fora das casas, ou entram numa sala através de uma janela aberta ou fechada, através de paredes não metálicas finas, ou pela chaminé."*

Alguns especularam que o relâmpago globular seria uma bola de plasma, mas a teoria foi descartada porque "um globo quente de plasma subiria como um balão de ar quente" e não é isso que o relâmpago globular faz. Vários físicos especulam que o fenômeno deva ser causado por descargas elétricas. Por exemplo, o físico russo Pyotr Kapitsa acredita que o relâmpago globular seja uma descarga sem eletrodos, causada por uma onda estacionária de UHF de origem desconhecida, presente entre a Terra e uma nuvem.* Segundo outra teoria, "o relâmpago globular exterior é causado por um maser --análogo a um laser mas que opera num nível de energia muito mais baixo-- atmosférico, com um volume da ordem de vários quilômetros cúbicos."*

Dos cientistas neozelandeses, John Abrahamson e James Dinniss, acreditam que o relâmpago globular consista em "bolas felpudas de silício incandescente, criadas por relâmpagos comuns que atingem a Terra."

Segundo a teoria deles, quando raios atingem o solo os minerais se quebram em minúsculas partículas de silício e seus componentes com oxigênio e carbono. As pequenas partículas carregadas se ligam formando cadeias, que por sua vez formam redes filamentares. Estas se agrupam numa leve bola felpuda, que é sustentada por correntes de ar. Daí ela flutua como um relâmpago globular, ou como uma esfera incandescente de silício felpudo emitindo a energia absorvida do raio sob a forma de calor e luz, até que o próprio fenômeno se consuma.*

Os relâmpagos esféricos vêm sendo observados desde épocas remotas e por milhares de pessoas em diferentes lugares. A maioria dos físicos parece acreditar que haja poucas dúvidas de que se trate de um fenômeno real. Mas ainda existe divergência sobre o que são e qual a sua causa.

leitura adicional

Prenn, U.L. Introduction to Ball Lightning : Rare Events [Introdução aos Relâmpagos Globulares : Eventos Raros] (Systems Co., 1991).

Stenhoff, Mark. Ball Lightning : An Unsolved Problem in Atmospheric Physics [Relâmpagos Globulares : Um Problema Não Resolvido da Física Atmosférica]  (Kluwer Academic Publishers, 2000).
Home page de Stenhoff

©copyright 2001
Robert Todd Carroll

traduzido por
Ronaldo Cordeiro

Última atualização: 2001-05-12

Índice