
Robert
Todd Carroll

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relâmpagos globulares (ball
lightning)
O relâmpago globular é descrito como uma esfera
luminosa que parece surgir do nada e desaparecer sem
deixar vestígios. Seu tamanho varia de 5 a 25 cm de
diâmetro. Geralmente é visto logo antes ou depois, ou
durante uma tempestade. Sua duração varia de poucos
segundos a poucos minutos. "O tempo de vida do
relâmpago globular tende a ser mais longo quanto maior
é o tamanho e mais curto quanto maior o brilho. As bolas
com aparência claramente alaranjada e azul parecem durar
mais que a média.... Relâmpagos globulares geralmente
se movem paralelamente à terra, mas sofrem saltos
verticais. Às vezes descem das nuvens, outras vezes
materializam-se repentinamente, dentro ou fora das casas,
ou entram numa sala através de uma janela aberta ou
fechada, através de paredes não metálicas finas, ou
pela chaminé."*
Alguns especularam que o relâmpago globular seria uma
bola de plasma, mas a teoria foi descartada porque
"um globo quente de plasma subiria como um balão de
ar quente" e não é isso que o relâmpago globular
faz. Vários físicos especulam que o fenômeno deva ser
causado por descargas elétricas. Por exemplo, o físico
russo Pyotr Kapitsa acredita que o relâmpago globular
seja uma descarga sem eletrodos, causada por uma onda
estacionária de UHF de origem desconhecida, presente
entre a Terra e uma nuvem.*
Segundo outra teoria, "o relâmpago globular
exterior é causado por um maser --análogo a um
laser mas que opera num nível de energia muito mais
baixo-- atmosférico, com um volume da ordem de vários
quilômetros cúbicos."*
Dos cientistas neozelandeses, John Abrahamson e James
Dinniss, acreditam que o relâmpago globular consista em
"bolas felpudas de silício incandescente, criadas
por relâmpagos comuns que atingem a Terra."
Segundo a teoria deles,
quando raios atingem o solo os minerais se quebram em
minúsculas partículas de silício e seus
componentes com oxigênio e carbono. As pequenas
partículas carregadas se ligam formando cadeias, que
por sua vez formam redes filamentares. Estas se
agrupam numa leve bola felpuda, que é sustentada por
correntes de ar. Daí ela flutua como um relâmpago
globular, ou como uma esfera incandescente de
silício felpudo emitindo a energia absorvida do raio
sob a forma de calor e luz, até que o próprio
fenômeno se consuma.*
Os relâmpagos esféricos vêm sendo observados desde
épocas remotas e por milhares de pessoas em diferentes
lugares. A maioria dos físicos parece acreditar que haja
poucas dúvidas de que se trate de um fenômeno real. Mas
ainda existe divergência sobre o que são e qual a sua
causa.
leitura adicional
Prenn,
U.L. Introduction to Ball Lightning : Rare Events
[Introdução aos Relâmpagos Globulares : Eventos Raros] (Systems
Co., 1991).
Stenhoff, Mark.
Ball Lightning : An Unsolved Problem in Atmospheric
Physics [Relâmpagos Globulares : Um Problema Não
Resolvido da Física Atmosférica] (Kluwer
Academic Publishers, 2000).
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