Runas

Runas são os caracteres de antigos alfabetos: Teutonico (24 letras), Anglo-Saxão (32 letras), e Escandinavio (16 letras). Os caracteres runicos são similares às letras Latinas, excepto que tendem a ter menos curvas e consistem basicamente de linhas rectas, fáceis de serem gravadas com facas. As letras runicas foram usadas por mais de mil anos. Para a maioria das pessoas o alfabeto runico morreu algures entre os séculos 13 e 16. Mas para aquelas pessoas especiais com um pé no mundo dos mistérios, as runas são agora usados como uma forma de adivinhação. Não há qualquer antigo documento indicando qualquer uso mágico das runas.* Os caracteres runicos eram usados pelos seus criadores para fins práticos, tais como marcação de tumulos, identificação de propriedades. ou para fazer graffitis nos tumulos e propriedades dos outros. Pode ver-se isso em Maes Howe em Orkney. Mas, se uns podem ver o universo num grão de areia, outros podem ver o futuro em caracteres gravados em pedra ou madeira.

A palavra "runa" deriva do Norueguês e Inglês antigo run que significa "mistério." O verdadeiro mistério é porque é que alguem pode pensar que escrevendo as letras de um alfabeto em pequenas peças de madeira ou pedra, colocando-as num saco, e tirando-as ou atirando-as ou colocando-as numa certa disposição, pode responder às suas questões, dar-lhe orientações para o presente, guiá-lo para ver o futuro ou ajudá-lo a tomar decisões certas. As runas podem ter recebido a sua reputação de serem instrumentos de adivinhação quando a Igreja Cristã afirmou serem usados para fazer magia ou comunicarem com o diabo. Muitos Novas Eras parecem gostar de Tolkein, pelo que o facto dos seus Hobbits usarem uma espécie de runas nos seus escritos pode ter aumentado a associação das letras runicas com a magia e o mistério. Acho dificil imaginar guerreiros Vikingues que olhavam para Thor e Odin ajoelhando para lançar runas para decidirem se invadiam ou não a Irlanda.

Diz-se que as leituras de runas são uteis para dar uma visão espiritual. Provavelmente é um método tão bom como qualquer outro. O dr. Martin D. Rayner, um professor de fisiologia na Universidade do Havai, afirma que olhando as runas podemos saltar para o inconsciente e adquirir conhecimento de nós mesmos.

Como pode a selecção aleatória de pedras marcadas dizer-lhe algo sobre si mesmo? Talvez estas interpretações das runas sejam simplesmente tão evocativas que cada contem algum algum ponto, que pode ser aceite como relevante para alguma parte do que está a acontecer nos limites da consciência algum dia, alguma vez, para alguem. Esta é a mais fácil possibilidade para aceitar de um ponto de vista estritamente cientifico. [The Runes Explained]

O nosso doutor está a dar novo sentido não só à sua vida mas tambem a o que é ciência. Afirma que descobriu que as leituras runas são "transformacionais" e levando a "descobertas", objectivos comuns da Nova Era. Como é que a selecção aleatória de pedras com caracteres pode ser tão util? Fácil. Qualquer coisa pode ser uma fonte de transformação e descoberta se decide que o é. Runas, cartas de tarot, o I Ching, Myers-Briggs....qualquer coisa pode ser usada para estimular a auto-reflexão e auto-análise. Qualquer coisa pode ser usada para justificar uma tomada de decisão sobre um assunto por resolver. Chegar a uma decisão traz alivio, reduz ansiedade, e pode parecer uma descoberta e transformação. Mas usar pedras runicas para ajudar a decidir alivia-o da responsabilidade. A escolha foi feita para si pelas pedras e pela sua mente, pelo que está livre se algo correr mal. Mais, como não há uma interpretação standard disto, pode sempre mudar a sua interpretação inicial para encaixar novos factos ou desejos. Quando é o próprio oráculo, temos sempre uma solução vencedora.


nota: Tacitus, in Ch. X of his Germania, descreve uma forma de adivinhação usada pelas tribos Germanicas:

"Para a adivinhação, prestam atenção mais que qualquer outro povo. O seu método é simples: cortam um ramo de uma árvore de fruto e dividem-no em pequenos pedaços que marcam com simbolos e espalham ao acaso num pano branco. Então, o padre da comunidade se a consulta é publica, ou o chefe de família se é privada, após invocarem os deuses e com os olhos no céu, apanham três pedaços, um de cada vez, e interpretam-nos com os simbolos previamente gravados."

Apesar dos simbolos não serem descritos como letras do alfabeto runico, alguns Nova Era interpretaram esta passagem como prova da existência de runas no primeiro século e o seu uso em adivinhação. Nenhuma parece justificada apenas pela passagem acima.


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