Nossa Senhora de Watsonville

A Nossa Senhora de Watsonville é uma imagem da Virgem Maria que se pode ver na casca de um carvalho em Watsonville, na Califórnia. Anita Contreras foi a primeira a ver a Nossa Senhora de Watsonville. A 17 de Junho de 1993, a Virgem apareceu enquanto Contreras ajoelhava para rezar pelas suas crianças. Desde então, milhares de peregrinos têm acorrido ao local, esperando um milagre.

Maria é adorada pelos Católicos Romanos como a Mãe de Jesus. Os  Mexicanos também sempre tiveram uma particular devoção desde a sua aparente aparição em 1531 a Cuauhtlatoatzin, um camponês Nahuan e convertido ao cristianismo que tomou o nome de Juan Diego. (62% da população de Watsonville é de origem mexicana.)

A história da Nossa Senhora de Guadalupe é mais dramática que a de Watsonville. Juan Diego era uma espécie de mistico ascético, que percorria a pé frequentemente os 20 quilómetros que iam da sua aldeia à igreja em Tenochtitlan (Cidade do México). Foi nestas caminhadas que teve várias visões da Virgem. Alegadamente levou ao bispo uma capa em que a imagem da Virgem tinha sido pintada. Muitos acreditam que a pintura é de origem divina. Os cépticos pensam que foi feita por um artista humano e afirmada como de origem divina para trazer mais conversões ao Cristianismo.

O nome "Guadalupe" é espanhol e um pouco misterioso, visto na época não existir nenhuma localidade ou local com esse nome junto de Cuauhtitlan, a aldeia de Juan. Pensa-se que a palavra deriva de uma palavra Nahuatl, coatlaxopeuh, que soa parecido a Guadalupe em espanhol e significa "aquele que esmaga a serpente." (A serpente pode ser identificada com Satanás ou com o deus-serpente azteca Quetzalcoatl). Tambem é possivel que a lenda tenha posto Juan a afirmar que a Virgem queria ser chamada de Guadalupe devido a quem a ter inventado ser espanhol. De qualquer modo, é fácil compreender que os Indios se tenham encantado com o Cristianismo. Não só a nova religião abundava em histórias milagrosas como os católicos Espanhóis tinham posto fim ao Império Azteca, que tinham conquistado os Nahuatl e talvez mesmo sacrificado alguns parentes de Juan ao seus deuses sangrentos.

A improbabilidade da história de Juan Diego, as suas visões e a pintura miraculosa não detiveram os crentes. Só uma profunda fé religiosa pode explicar a contínua popularidade das  aparições da Virgem Maria. Os cépticos compreendem o desejo de ter um poderoso aliado no céu, um que proteja e guie, console e nos ame. Tambem compreendem como é fácil encontrar confirmação para quase qualquer crença, se somos bastante selectivos nos nossos pensamentos e percepções. Compreendemos como é fácil ver coisas que os outros não vêm. Ter visões tambem faz a pessoa sentir-se especial. Não é pois dificil compreender como muitas pessoas vêm a Virgem em nuvens, numa tortilha, numa mancha na parede, numa árvore, num tronco.

O culto da Virgem Maria tem, provavelmente, as suas raízes na adoração das deusas, que tem as suas raízes na Boa Mãe, quem ama e alimenta, protege e guia, conforta e encoraja. A Virgem é pura, limpa, generosa com o seu tempo, infinitamente paciente, ao contrário de tantas pessoas que encontramos. É o garante da paz. A Mãe dá à luz e através da magia simpatética traz fertilidade à tribo, às colheitas, etc. A Virgem Maria é a mãe de Jesus, acreditado ser Deus, o que torna Maria a mãe de Deus. Tambem terá sido fecundada pelo Espirito Santo, não pelo seu esposo, José. Segundo a Igreja Católica não é divina, mas é vista pelos seus devotos como uma deusa.

Um altar para a Nossa Senhora de Watsonville foi montado no Lake County Park. O padre Roman Bunda celebrou Missa no local no sexto aniversário da descoberta de Contreras. "Para os que acreditam, nenhuma explicação é necessária," afirmou Bunda. "Para os que não acreditam, nenhuma explicação é possivel." Pelo menos acertou na primeira parte.


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