sd.gif (2133 bytes)
Robert Todd Carroll

 the truth is in here!
Dicionário Céptico

Busca no Dicionário Céptico




Busca Avançada

vertline.gif (1078 bytes)

afrocentrismo

O afrocentrismo é um movimento político pseudo-histórico que erroneamente afirma que os afro-americanos deveriam buscar suas raízes no antigo Egito, porque este era dominado por uma raça de africanos negros. Algumas das outras afirmações errôneas do afrocentrismo são: os gregos antigos roubaram suas principais realizações culturais dos egípcios negros; Jesus, Sócrates e Cleópatra, entre outros, eram negros; e os Judeus criaram o comércio escravagista de negros africanos.

O principal propósito do afrocentrismo é encorajar o nacionalismo e orgulho étnico negros como arma psicológica contra os efeitos destrutivos e debilitantes do racismo universal.

Alguns dos proponentes mais importantes do afrocentrismo são o Professor Molefi Kete Asante, da Universidade de Temple; o Professor Leonard Jeffries, da Universidade Municipal de Nova York; e Martin Bernal, autor de Black Athena.

Um dos mais importantes textos afrocêntricos é o pseudo-histórico Stolen Legacy [Legado Roubado] (1954) de George G. M. James. Ele afirma, entre outras coisas, que a filosofia grega e as religiões misteriosas da Grécia e de Roma foram roubadas do Egito; que os gregos antigos não tinham a habilidade inata para desenvolver a filosofia; e que os egípcios, de quem os gregos roubaram a filosofia, eram africanos negros. Muitas das idéias de James foram tiradas de Marcus Garvey (1887-1940), que pensava que o sucesso dos brancos se deve ao ensino das crianças que elas são superiores. Para que os negros tenham sucesso, ensina, têm que ensinar seus filhos que eles são superiores.

As principais fontes de James eram maçônicas, especialmente The Ancient Mysteries and Modern Masonry [Os Antigos Mistérios e a Moderna Maçonaria] (1909), do Reverendo Charles H. Vail. Os maçons, por sua vez, derivaram suas idéias equivocadas a respeito do mistério e rituais de iniciação egípcios da obra de ficção do século XVIII Sethos, a History or Biography, based on Unpublished Memoirs of Ancient Egypt [Sethos, uma História ou Biografia, baseada em Memórias não Publicadas do Egito Antigo] (1731) do Abade Jean Terrason, professor de grego. Terrasson não tinha nenhum acesso a fontes egípcias, e tinha morrido muito tempo antes que os hieróglifos egípcios pudessem ser decifrados. No entanto, conhecia bem os escritores gregos e latinos. Assim, construiu uma religião egípcia imaginária baseada em fontes que descreviam rituais gregos e latinos como se fossem egípcios (Lefkowitz). Assim, uma das principais fontes da egiptologia afrocêntrica se revela ser Grécia e Roma. Os gregos chamariam isso de ironia. Não sei como os afrocentristas o chamam.

A pseudo-história de James é a base para outras pseudo-histórias afrocêntricas, como Africa, Mother of Western Civilization [África, Mãe da Civilização Ocidental] de Yosef A.A. Ben-Jochannnan, um dos alunos de James, e Civilization or Barbarism [Civilização ou Barbarismo] de Cheikh Anta Diop, do Senegal.

O afrocentrismo está sendo ensinado em várias universidades, e é a base de um currículo inteiro para crianças em duas escolas de Milwaukee.

Veja verbetes relacionados sobre os Dogons e pseudohistória. 


leitura adicional

Lefkowitz, Mary (Editor) e Guy MacLean Rogers (Editor) Black Athena Revisited (University of North Carolina Press, 1996)

Lefkowitz, Mary. Not Out of Africa - How Afrocentrism Became an Excuse to Teach Myth as History (New York: Basic Books, 1996). Comentado em The Skeptic's Refuge 

©copyright 1998
Robert Todd Carroll

traduzido por
Ronaldo Cordeiro

Última atualização: 2000-09-25

Índice